layout 5, com Björk. Frases da música like someone in love e nome de outras músicas dela nos separadores.
De novo as aulas chegam, e eu me vejo perdida em um mundo de coisas que eu faço só que, não tenho competência nem tempo pra fazer. Ou até tenho, mas não faço por pura preguiça, e de novo, como a cada 6 meses, faço uma lista das minhas utopias. Que eu espero ao máximo realizar, e que no final dá tudo errado.
-Ficar loira (sim, sou eu mesma falando)
-Ele vai me amar.
-Ir bem na escola e só ficar de exame de física.
-Conseguir fazer os 8 fouettés da coreografia.
-Pesar 62 quilos.
-Arranjar um namorado
-Estar com o francês relativamente "bom"
-Fazer mais amigos
vamos torcer pra que pelo menos alguns desses tópicos sejam realizados. (:
Adotei a parte sentimentalismo homossexual da minha vida. Cansei de ser insensível, rir da cara dos garotos após terminar, de ser seletiva demais, e de não precisar de ninguém. A verdade é que, enquanto todo mundo tenta não amar, eu nunca consegui de verdade e vou fazer o que um idiota (qualquer semelhança com um é mera coincidência) faria: aprender a amar, oh yeah.
E pra isso, nada melhor que uma boa dose de poesia, exposições, filmes cults tristes, um garoto bonito que não te dá bola nenhuma e whiskey.
Acho também que é esse o motivo de eu ter virado tão cult-wannabe nas férias. Sentimento demais te leva a ter inspirações inesperadas, ir procurar ídolos românticos para se espelhar, viciar em mpb, indie pop, e músicas tom-pastel em geral e a começar a repudiar coisas sem sentimento nenhum.
Enquanto meus amigos, ou estão entediados com as férias, ou estão se divertindo na disney, ou fingindo que se divertem, eu estou aqui curtindo uma melancolia deliciosa: Vou ao cinema e morro de chorar, passo madrugadas descobrindo bandinhas desconhecidas e dou rolé na paulista e oscar freire com roupa de imigrante italiana (boina, colar de pérolas e vestidinho com meia-fina) para ver exposições e tomar café. É claro, sem dispensar algumas compras básicas no shopping e passar as tardes mais frias quieta, lendo.
São as férias pefeitas. Aliás, tenho que admitir: foda-se meu não lá muito grande ciclo social de merda que está se desfazendo, aos poucos.. Quem é importante, fica e quem não é, os bons momentos já passaram e não voltam mais. Ponto final.